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Facebook: não dá pra esconder

Recentemente tive minha conta no Facebook hackeada e por conta disso resolvi fazer um balanço sobre a importancia das informações que possuo no Facebook e o que pode acontecer a elas. Para minha surpresa descobri dois assuntos que para mim eram novidade apesar de já estarem circulando na internet. Eles dizem respeito às informações que o Facebook possui, e o principal… o que a maior rede social do mundo faz com elas.

O Facebook abriu 2012 com quase 800 milhões de usuários em todo o mundo e é considerada uma superpotência de armazenamento de dados uma vez que dá conta de todo esse volume de informações gigantesco que cresce mais a cada dia. Dentre conversas de namoro, planejamento de viagens, gozações entre amigos e até negociações de trabalho, existe muita informação que se bem trabalhada, pode render muito em dinheiro, certo? Então por que jogar isso tudo fora, se um usuário mandar apagar ou deletar um comentário, foto ou até mesmo a sua conta inteira?

A resposta para essa pergunta é bem simples: porque todo cidadão deveria ter liberdade e direito de privacidade. Mas o que isso tem a ver com o Facebook? O vídeo abaixo exemplifica bem até onde a empresa de Zuckerberg se empenha em nos conhecer.

Se não bastasse o alerta dado por Max Schrems no vídeo acima, onde ele mostras as mais de 1200 páginas de informações gravadas pelo Facebook em pouco mais de 3 anos, incluindo também as suas mensagens apagadas, há ainda suspeitas do Facebook continuar armazenando informações suas, mesmo depois de usar a ferramenta.

Ao que parece, clicar no botão “Sair” no Facebook pode não ser o suficiente para garantir a privacidade. A observação foi feita pelo “hacker” australiano Nik Cubrilovic, que diz ser possível publicar atualizações de perfil mesmo que a sessão esteja terminada.

Segundo o hacker, quando o usuário  termina a seção, o site deixa no computador um ficheiro que contém informações pessoais e continua a comunicar ao serviço elementos sobre a navegação do internauta. O Facebook, como outros sites e serviços, utiliza esses ficheiros chamados de coockies, mas o problema, segundo Cubrilovic é que quando o utilizador sai o “cookie” não é excluído, apenas alterado. O utilizador continua a navegar sem saber que as suas informações estão ativas e que a sua navegação continua a ser seguida.

“Se nos ligarmos ao Facebook a partir de um computador público, e clicarmos em ‘sair’, deixamos impressões digitais para trás. Pelo que vejo, essas impressões digitais permanecem presentes até que alguém apague manualmente todos os “cookies” do Facebook a partir do computador”, explica Cubrilovic.

“Os cookies do Facebook não são utilizados para espionar os internautas. Não é esse o papel. No entanto, usamos cookies para fornecer um conteúdo personalizado (…) melhorar o nosso serviço ou para proteger os nossos utilizadores e os nossos serviços ”, responde Gregg stefancik, um engenheiro do Facebook, ao artigo de Cubrilovic.

Este debate começou logo depois da apresentação das novas funcionalidades do Facebook por Mark Zuckerberg, o fundador da rede social, durante a conferência F8. Entre as novidades, há a possibilidade de determinados serviços publicarem automaticamente as informações do perfil dos usuários.

Assim, ao visitar qualquer página que tenha botões ou “widgets” para compartilhar conteúdo no Facebook, os usuários podem ser identificados e as suas informações recolhidas e seus passos seguidos.

Um engenheiro do Facebook, Arturo Bejar, rapidamente respondeu às acusações de Cubrilovic, comentando na notícia publicada no blog do hacker e acabou contradizendo as afirmações do outro engenheiro da companhia. Ele afirmou que o Facebook não utiliza estes cookies para rastrear as informações dos usuários e nem utiliza anúncios para vender este tipo de dado para terceiros.

A informação vem à tona em um momento onde o Facebook está na mira da mídia por conta das inovações feitas em seu layout, que também geraram polêmica. A nova funcionalidade de ouvir música e compartilhar o que está sendo ouvido, por exemplo, é uma maneira de se dar dados às empresas do ramo sem a necessidade de o usuário sequer clicar nos botões de “curtir”.

Se confirmadas as acusações, o Facebook poderá enfrentar sérios problemas com seus internautas, já que esta seria uma grave violação da política de privacidade na rede, como mostrado no vídeo anterior.

Em nota, o Facebook admitiu que coleta esses dados por causa do modo de funcionamento do botão “Curtir”, mas defendeu-se dizendo que eles são logo apagados. A empresa disse ainda que nenhuma dessas informações é usada em anúncios direcionados.

E vocês, o que acham disso tudo?

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23 fev 2012 | Postado por em Artigos | 1 Comentários

1 Comentário sobre “Facebook: não dá pra esconder”

  1. 24 de fevereiro de 2012 às 08:51

    Para mim é um pequeno preço a se pagar.

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