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Se eu não fotografei, eu não vivi

Pouco mais de uma década atrás, quando nos aproximávamos de uma viagem, de um aniversário ou de algum evento que gostaríamos de recordar, corríamos para aquela loja da Kodak, Fujifilm ou para um supermercado onde vendessem filmes para nossas câmeras fotográficas. Se fosse hoje, você teria que rodar muito mais para conseguir comprar um filme desses, e mais ainda para encontrar uma loja da Kodak ou Fujifilm.

Hoje em dia, celulares, câmeras digitais, mp3 players, tablets e outros gadgets são responsáveis por 90% das fotos tiradas no mundo. Sem a necessidade do filme e muitas vezes nem de pilha, fotografar virou uma tarefa tão comum quando a de fazer uma ligação ou escutar uma música por exemplo. Soma-se a isto, as dezenas de redes sociais como Instagram, Facebook, Twitter, Google+ entre outras que servem de palco para tudo aquilo que registramos com nossas câmeras estejam elas em nossos celulares, tablets ou mesmo uma máquina digital.

Com tantas facilidades e estímulos, as fotografias deixaram de guardar somente aquilo que deveria ser recordado e hoje registram tudo que fazemos. É como se não tivéssemos vivido um determinado momento se não tivermos o registro fotográfico dele. Ou seja, só é possível transmitir a felicidade, as histórias, os casos do que vivemos através do que fotografamos. Quantas fotos de pratos de comida você viu no Instagram nos últimos dias? E a última aquisição ou presente que alguém ganhou e antes mesmo de abrir postou no Facebook? É desta forma que as fotos deixaram de ser complementos das nossas histórias e passaram a ser protagonistas.

Fotografar momentos de alegria, lazer, de festa é importante e certamente servirá de recordação para você. Nada o impede de fotografar seu prato de comida também. O que é preciso lembrar é que a vida é muito mais do que aquilo que você consegue clicar.

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8 fev 2013 | Postado por em Artigos | 0 Comentários

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